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O Homem e o Rio, um conceito de Educação e Relações Públicas

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Prometi, no final do ano passado, aqui nesse mesmo espaço, apresentar alguns dos cases vencedores do POP 08. O objetivo dessa pauta foi o de destacar, além das técnicas de comunicação e resultados dos cases, também os princípios de Relações Públicas intrínsecos, utilizados por seus autores, para dotar os projetos de excelência de qualidade.

Quando você fala ou faz Relações Públicas em sua verdadeira essência, alcança níveis de profundidade que vão muito além da comunicação em si, além da tentativa de formação de opinião ou construção de imagem a partir da simples troca de informações ou da quantidade de vezes que uma determinada informação é praticada. Com a essência de Relações Públicas, o programa toca na sensibilidade e na percepção do indivíduo de forma racional e constrói uma nova opinião concreta, difícil de ser alterada por novas informações.

Foi o que fez José Felício em seu projeto “O Homem e o Rio”.

Além da utilização rigorosa das técnicas de Relações Públicas, o projeto carrega em si a sensibilidade e o sentimento do próprio autor, que o coloca como conceito principal para tocar a sensibilidade e o sentimento de todos os que forem alcançados pela ação do programa.

Felício me confidenciou: “quando eu era menino tinha o Rio Paraíba no meu coração. Agora eu quero colocar o rio no coração de todas as crianças do Vale do Paraíba”.

O projeto envolve educação e conhecimento e chega a dar um caráter literário ao conteúdo técnico com informações orientadas para formar a opinião de crianças, de jovens e adultos de todas as idades.

Como o projeto foi realizado pela Universidade de Taubaté e implantado nas escolas de toda região, houve a presença de alunos de ambos os lados e com isso o conceito de educação e conscientização foi objetivo aplicado na estratégia do programa.

“O aprendizado deve resultar em consciência crítica, a fim de despertar nos educandos o seu potencial de transformação do mundo. Somente a consciência crítica não basta. É preciso que esta venha acompanhada de uma consciência emocional, na qual a mudança de atitudes venha também pelo afeto ao rio e ao meio ambiente, pelo vínculo de pertencimento e pela disposição de legar para as futuras gerações condições adequadas de vida, resultando em motivações para a ação de mobilização social”.

Mais do que os números dos resultados (que por si só são excelentes e você pode conferir no case), os elementos de transformação promovendo a consciência a respeito de uma problemática regional e mundial permanece dentro de cada um a vida toda e não apenas por algumas semanas, enquanto o programa ainda está presente na mente dos envolvidos.

“Se limitássemos a ação pedagógica ao uso do material didático, livreto e vídeo, poderíamos repetir o erro de uma educação bancária. A educação pede mais: reflexão e ação a partir do local onde se está. Propusemos aos professores o uso do material didático em sala de aula como ponto de partida para um trabalho de leitura – reflexão – ação”.

“O diagnóstico é resultado de um momento reflexivo, é quando o aluno olha para a realidade da escola, do município, do país e do mundo e consegue identificar fatores positivos e negativos, riscos e oportunidades nas relações do homem nesses ambientes. O aluno torna-se leitor das múltiplas realidades”.

Nesse nível, pratica-se o verdadeiro conceito de transformação, de construção de um novo mundo a partir de uma nova consciência individual e coletiva.

Esse conceito deveria ser aplicado nos milhares de programas de comunicação existentes no mercado atualmente, para não perpetuar o vai e vem da informação que se perde com o tempo e reforça a falácia da comunicação.

Convido você a ler a entrevista com José Felício e depois o incrível “case” do programa “O Homem e o Rio”.



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