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Antonio Brasiliano – uma autoridade em Gestão de Riscos Corporativos

Postado em: 18/11/2010 por Flávio Schmidt
 
O universoRP destaca essa entrevista como uma das mais importantes publicadas nesse site.
 
 
Antonio Celso Ribeiro Brasiliano é uma autoridade no setor de Gestão de Riscos Corporativos e com amplitude de atuação nos cenários brasileiro e internacional. Ele é criador de uma metodologia própria de gestão de riscos corporativos e autor vários livros de destaque na área. Além disso, é dono de um extenso e magnífico currículo, em que carrega títulos de universidades francesas e espanholas e das mais importantes universidades brasileiras.
 
Mas não é só de títulos e conteúdos de livros que Brasiliano se destaca. Ele é também um dos mais importantes consultores, atuando diretamente no mercado e atendendo empresas de médio e grande portes (confira a extensa lista de empresas em seu site), apresentando soluções de riscos corporativos de acordo com as necessidades específicas de cada empresa.
 
Numa linguagem mais prática, Brasiliano faz a identificação dos potenciais riscos e desastres que as empresas estão expostas, avalia os respectivos impactos financeiros e de imagem e prepara os planos de mitigação dos riscos e de contingência e emergência, necessários para o controle da situação e a continuidade dos negócios, sem prejuízos de interrupção e desabastecimento de mercado.
 
Melhor do que tentar explicar o que ele faz e como atua, é ler sua entrevista onde nos conta como tudo isso começou, como ele desenvolveu esse negócio estratégico para as empresas e, especialmente, qual a relação que ele vê de sua especialidade com a comunicação de crises e a atividade de relações públicas.
 
Veja a seguir como ele se refere às principais questões sobre riscos corporativos e comunicação de crises.
 
 
Em primeiro lugar, você poderia explicar para nós o que é, afinal, a Gestão de Riscos Corporativos?
 
Gestão de Riscos é um processo aplicado para identificar, em toda a organização, os potenciais eventos capazes de afetá-la, positiva e negativamente, e administrá-los de modo a mantê-los compatíveis com o apetite a risco da organização e possibilitar garantia razoável do cumprimento dos seus objetivos. Esse processo é sempre conduzido pelo Conselho de Administração, Diretoria e todos os empregados da empresa, que têm como meta o estabelecimento de estratégias para assegurar o seu pleno andamento e a segurança e a proteção da empresa.
 
Quando e como tudo isso começou?
 
A gestão de riscos integrada, ou seja, com a visão de portifólio estratégico dos riscos, ganhou evidência nos meados da década de 90. Em 2001 com os escândalos financeiros nos USA e com o ataque ao World Trade Center, em NY, o processo se intensificou e se tornou mais fortalecido. Hoje com as diversas regulações implantadas e vigentes e com a publicação da ISO 31000 em novembro de 2009, o processo de Gestão de Riscos está consolidado.
 
 
Você é bacharel em Ciências Militares. Qual a relação dessa área com a Gestão de Riscos Corporativos?
 
Sou bacharel em Ciências Militares e também administrador, com doutorado em Cenários Prospectivos pela França. A formação na Academia Militar das Agulhas Negras – Exército Brasileiro - nos dá uma visão muito boa de planejamento, operacionalização e gerenciamento de situações críticas. Daí uma relação forte com a gestão de riscos, pois as bases da gestão de riscos são o planejamento e a gestão de crises.
 
Segurança Patrimonial e Riscos Corporativos têm alguma relação?
 
Sim a segurança patrimonial faz parte do tipo de risco que o processo de gestão de riscos cobre. Hoje o gestor de segurança deve seguir o Framework da ISO 31000 para obter credibilidade.
 
O mercado atual expõe as empresas a riscos permanentes. Quais são os principais riscos das empresas nesse mercado?
 
Depende do negócio da empresa, pois cada ramo de atividade possui seus riscos inerentes. Exemplo: as instituições financeiras possuem como risco inerente a inadimplência do seu cliente, que por sua vez possui inúmeras variáveis que podem potencializar este tipo de evento. Uma indústria que fabrica produtos atrativos para o mercado paralelo – desde roupas, bebidas, remédios – possue como risco constante a concorrência com ela mesma pelo roubo de carga e pirataria.
  
As empresas no Brasil estão conscientes desses riscos e da necessidade de investimento nessa área ou só despertam quando são realmente expostas ou impactadas?
 
Infelizmente no Brasil ainda estamos engatinhando. A área mais avançada é a dos bancos em função das regulações.
 
Se todas as empresas estão expostas a riscos, existe alguma determinada classificação de exposição por tipo de empresa?
 
Não. O que existe são boas práticas das empresas possuírem categorias de riscos. As mais comuns são as de Riscos Estratégicos, Operacionais, Financeiros e Legais.
 
Existe algum vetor que determine um nível mínimo de impacto e prejuízo financeiro para as empresas?
 
Não. Cada empresa, de acordo com seu negócio e porte é que determina o seu apetite a riscos.
 
Qual é o papel da comunicação no processo de gestão de riscos corporativos?
 
Importantíssimo, pois faz parte de um Plano Estratégico de Comunicação com seu público interno e externo. Há a necessidade de uma estratégia de comunicação e um plano estruturado, prevendo as inúmeras situações operacionais e de crise.
 
Nessa área, observamos que atuam no processo três níveis de comunicação: a operacional (que faz parte do processo de gestão) a comunicação de crise (que atua durante os processos de crise) e o de relações públicas (que atua na conscientização e educação dos envolvidos e promove o processo de prevenção). Qual é a importância de cada um desses níveis?
 
Todos os níveis são importantes porque trabalham integrados para os resultados estratégicos finais.
 A comunicação operacional é a manutenção do processo, para comunicar o que está se fazendo e o porque. Portanto sem uma manutenção não há processo estruturado.
 A comunicação de crise é estratégica, pois dependendo do caso, mitiga de forma direta o risco de imagem, fazendo com que a empresa perca menos.
 A comunicação de relações públicas é a sustentação de todo o processo, na medida em que vc vai sensibilizar todos os atores e atuar no controle e identificação dos fatores de risco, levando a empresa a viver longos períodos de tranquilidade.
 
Na sua opinião, quando o empresário pensa em investir nessa área, com que ele se preocupa mais: com o prejuízo financeiro ou com a perda da reputação?
 
Sem dúvida alguma com sua reputação. É um bem intangível que pode simplesmente fazer desaparecer uma empresa. Podemos citar como grande exemplo a consultoria Arthur Andersen que após a crise da Enron virou pó. Perdeu credibilidade. Este é o risco o que tira o sono dos grandes executivos no mundo.
 
Que mensagem final você daria para os nossos visitantes, que, em sua maioria, são profissionais de comunicação?
 
Como profissionais de comunicação, todos têm a obrigação de administrar os riscos de imagem das empresas, pois estão plugados com tudo 24 horas. A pergunta para cada um dos visitantes, como exercício de reflexão é:
 
Você pratica gestão de riscos no processo de comunicação? Conhece todos os riscos de seu processo? Você adota os mecanismos da prevenção na comunicação? O que você faz para aplicá-los?
 
Pense e reflita, depois falamos.........................
 
 
 
Antonio Brasiliano é doutor em “Science et Ingénierie de L´Information et de L´Inteligence Stratégique” (Ciência e Engenharia da Informação e Inteligência Estratégica) pela Université East Paris – Marne La Vallée, Paris – França e o título de “Máster Degree – Diplome D´Estudes Approfondies (DEA) en Information Scientifique et Technique Veille Technologique” (Inteligência Competitiva) pela Université Toulon”. “Especialização em Gestion da Seguridad Empresarial Internacional” pela Universidad Comillas, de Madri – Espanha.
 
Além de outros títulos brasileiros como “Inteligência Competitiva”, pela UFRJ; “Planejamento Empresarial e Administração”, pela FGV; “Ciências Militares”, pela Academia Militar das Agulhas Negras e Segurança Empresarial pela Associação Brasileira de Segurança Orgânica – ABSO.

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