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O Velho e o Novo

Postado em: 24/02/2011 por Flávio Schmidt

O que você pensa quando ouve: qual a diferença entre o velho e o novo?
 
O velho é tudo o que não é contemporâneo. Tudo o que não é novo. O conceito de velho e novo é muito velho, ou melhor, antigo. Ele é histórico na humanidade, desde que ela se descobriu.
 
Tudo se torna velho depois de um século, de uma década, depois de um ano. Hoje, as coisas se tornam velhas dias depois.
 
Quando tinha dezoito anos, os conceitos de meu pai eram velhos e os meus eram novos. Hoje os conceitos de meu filho são novos e os meus são velhos.
 
Por acaso, os conceitos de meu pai e os meus deixaram de ter valor? Não, eles apenas permanecem afrontados pelos conceitos novos, que se renovam todo dia.
 
Se antes os conceitos levavam décadas para serem submetidos à prova e substituídos, hoje eles levam meses, semanas, dias, às vezes horas e são afrontados por coisas realmente novas.
 
Meu pai certamente não entenderia se seus conceitos fossem afrontados todo dia. Eu confesso, tive muitas dificuldades no começo, mas agora aceito o fato. Já entendi a dinâmica do mundo atual e agora eu próprio coloco meus conceitos à prova para que eles sejam impactados e sofram a mudança necessária.
 
Mudei inclusive meu conceito a respeito da mudança. Minhas opiniões já não mudam mais. Elas evoluem a cada dia. Desse modo, resolvi meu problema de resistência e aceitação.
 
Ainda bem, porque sou submetido à prova todos os dias, toda hora.
 
Em casa, porque tenho dois filhos jovens, absolutamente contemporâneos, antenados, digitais. Profissionalmente, primeiro porque nunca aceitei a condição da profissão que escolhi, segundo porque ela evoluiu barbaramente nos últimos 20 anos.
 
Na minha profissão existem muito, mas muito mais jovens do que os que tenho em minha casa. O próprio mercado é como uma criança livre, que se renova a cada dia, mas com a força de um tigre, de um leão. Muito mais veloz do que um guepardo e mais astuto e imperioso que uma águia.
 
No final de 2009 tomei uma decisão radical em minha vida. Mudei do velho para o novo. Se quiser saber detalhes sobre isso leia, nesse site, o artigo "O Tempo e a Vida - a diferença entre ser ou não ser feliz”.
 
Obviamente, não vou falar aqui sobre minha vida. Estou me referindo às Relações Públicas. Quando entendi a dinâmica do velho e do novo, descobri que isso tem tudo a ver com a nossa atividade.
 
Quando começaram as mudanças, lá em 1990, elas alcançaram também as Relações Públicas e a transformaram numa nova atividade. Hoje existem dois modos de fazer Relações Públicas: o modo velho e o modo novo.
 
O modo velho é um processo completo de princípios, filosofias, funções e ações para construir imagem e reputação, seja de uma organização ou pessoa. Ele é denso e carrega um arcabouço de fundamentação e conceitos. A fundamentação de Relações Públicas continua existindo e valendo, sempre que aplicada produzirá seu efeito de maneira eficaz e duradoura, como sempre foi e fez.
 
Nenhum problema com a fundamentação de Relações Públicas. Apenas, o processo mudou para um modo novo. E o velho ficou no grupo dos conceitos velhos. Como os conceitos de meu pai e os meus antigos. Eles continuam valendo, mas não são mais aplicáveis do modo como sempre foram, precisam ser aplicados do modo como o mundo está organizado agora.
 
No passado, um grupo muito reduzido de profissionais praticava Relações Públicas e aplicava seus complexos conceitos em processos de longa duração. Hoje, um imenso grupo de profissionais, de todas as áreas, pratica Relações Públicas e aplica seus conceitos pelos instrumentos atuais de forma simples, direta e objetiva.
 
A nova Relações Públicas está adaptada à dinâmica desse mundo novo, transformado pelos megatons do ”Armageddon” da década de 90 e pela evolução da comunicação digital, que estamos vivendo agora.
 
Nem seria possível aplicar, com os instrumentos disponíveis hoje, a fundamentação de Relações Públicas como ela era aplicada anteriormente. Construir imagem e reputação hoje tem uma conotação e percepção completamente diferentes aos adotados 20 anos atrás.
 
Está comprovado o princípio de que o conceito é próprio, mas não é de propriedade de Relações Públicas.
 
É só isso. Não tem nada de errado com Relações Públicas.
 
A vida e o tempo mudaram tudo. O tempo hoje não é mais contado em minutos, horas ou dias. Ele agora é contado em bits, em twittes, em youtubes, em podcasts e videocasts. A principal dinâmica para a informação e construção de imagem agora é o relacionamento virtual.
 
Os demais relacionamentos continuam existindo, mas quanto mais se aproxima do modo velho de fazer Relações Públicas, mais lento fica o processo. No mundo atual, o mercado não aceita mais nenhuma forma de ação que seja contada pelo tempo, ele quer aquilo que possa ser medido pelo relacionamento interdependente e imediato.
 
Tenho, no entanto, uma boa nova para os velhos profissionais. Para fazer Relações Públicas do modo novo, mas de maneira certa, é preciso entender e conhecer o modo velho. Daí, o novo fica realmente novo, produzindo o mesmo resultado do velho. Sem o entendimento e o conhecimento do modo velho, o resultado do modo novo é etéreo, sem produzir os benefícios que um processo de formação de imagem pode promover.
 
Os profissionais que continuam no velho grupo de Relações Públicas não precisam se preocupar, basta apenas compreender a nova dinâmica do mundo atual e aplicar seus conceitos dessa nova forma. Só isso.
 

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