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O correto diagnóstico do ambiente é que determina a qualidade da comunicação interna

Postado em: 18/03/2012 por Flávio Schmidt
 
Atualmente as empresas estão cada vez mais preocupadas
com o resultado e o bom andamento da comunicação interna.
 
Isso está ocorrendo porque elas descobriram que não é mais apenas a informação trabalhada com o rigor técnico e estritamente orientada pela organização que impulsiona o processo de comunicação e satisfaz os funcionários a respeito de seus interesses e necessidades. Agora, os funcionários estão muito mais bem informados e já chegam à empresa atualizados com tudo o que está ocorrendo no mundo externo e muitas vezes até sobre a própria empresa.
 
Os bons profissionais de comunicação interna já perceberam isso e passaram a mudar o foco e a orientação de seus planos e objetivos.
 
Nem mesmo a comunicação digital com sua instrumentalização é suficiente para atender a essa nova fase da comunicação interna. A utilização em CI dos meios eletrônicos assemelhados aos das redes sociais também não atende à expectativa e interesses dos funcionários. Porque não são as formas e canais de comunicação que satisfazem a eles, mas sim a qualidade dos conteúdos e a interação com a troca de percepções e expectativas que os envolvem, os engajam e os convergem.
 
Para atender essas novas expectativas, a comunicação interna precisa saber o que realmente interessa e o que os funcionários esperam da sua empresa e, principalmente, qual a dinâmica desejada por eles.
 
Então como fazer isso de maneira correta e eficaz?
 
A única maneira é obter um diagnóstico que examine as deficiências de comunicação interna da empresa baseada não apenas nas opiniões dos funcionários, mas também em suas percepções e expectativas. Esse diagnóstico só pode ser obtido pela pesquisa quali-quantitativa com o diagnóstico combinado correto e preciso da sua base universalizada. Hoje a pesquisa com o diagnóstico combinado é o instrumento que traz o resultado desejado para o planejamento da comunicação interna e o seu sucesso garantido. Foi o que fez Fabiola Sanches, gerente de comunicação e marketing da Magneti Marelli e responsável pela comunicação interna da empresa.
 
Para entender melhor as ações estratégicas adotadas por ela, a PróImagem apresenta o resultado da entrevista realizada com a profissional. Veja o que ela disse:
 
Trabalho na empresa há 9 anos e sou responsável pela comunicação interna e por programas motivacionais, programas de visitas, eventos e comunicação externa, que vai desde assuntos institucionais até publicidade e relacionamento com a imprensa.

Temos uma equipe central que trabalha fisicamente junta, responsável pela criação tanto das diretrizes e estratégias da área quanto pela produção dos materiais, que servirão como base para as diversas unidades. Depois temos em cada unidade um “focal point”, que tem como papel avaliar o material produzido corporativamente e dar a ele um olhar local, ou seja, adequar as informações à realidade da unidade.

Eu diria que a comunicação interna é fundamental atualmente. Mapear o público e mensurar os resultados é a base de tudo. A estratégia tem que obrigatoriamente nascer da necessidade real do público-alvo. Se não escutamos o que nossos “clientes” têm a dizer, corremos o sério risco de trabalharmos para nós mesmos, desperdiçando tempo e recursos em ações que não surtirão efeito e que a longo prazo poderão tornar a área supérflua aos olhos da alta administração.
 
Realizamos pesquisas específicas de comunicação interna desde 2009 e temos obtido resultados muito satisfatórios nos últimos anos. A área de comunicação é muito dinâmica, novas formas surgem todos os anos. Devemos estar sempre atentos a oportunidades de melhoria e a pesquisa é uma fonte muito rica neste sentido.
 
Fabiola fala também sobre a importância da comunicação interna para os funcionários e para os negócios da empresa.
 
A comunicação interna, além de ser um poderoso instrumento de gestão de pessoas, é fundamental para o clima da companhia. Colaboradores informados, respeitados e motivados produzem mais e melhor e a comunicação interna pode ajudar muito neste processo.

Além disso, no nosso caso, em que a empresa tem uma presença pulverizada em diversas realidades completamente distintas em termos de produtos e geográficos, a comunicação interna estabelece um elo entre as unidades, cria uma cultura comum e um nivelamento de informações.
 
 E tem mais: enxergamos a comunicação interna também como um instrumento para trabalhar a imagem da empresa: se os colaboradores se sentem respeitados e informados de forma transparente sobre as boas práticas da empresa, eles se tornam “embaixadores” da marca, levando as informações para o ambiente externo e fortalecendo a imagem e a reputação institucional.
 
Ela fala também como a pesquisa quali-quantitativa - com diagnóstico combinado - pode ajudá-la no processo de comunicação.
  
Nos últimos anos realizamos pesquisas quanti e quali separadamente e observamos algumas distorções entre as duas metodologias, quero dizer, algumas contradições, o que nos levou a crer que apenas a pesquisa quanti pode “mascarar” alguns pontos críticos. A metodologia casada - do diagnóstico combinado - nos permitiu ter uma quantidade interessante de participantes, porém sem perder a profundidade das opiniões e o resultado foi muito interessante, neste sentido.
 
Se existisse uma norma ou fórmula pronta toda comunicação interna seria igual. Como cada empresa e ambiente são diferentes entre si, não há outra saída senão aplicar a pesquisa com o método do diagnóstico combinado. Veja o que pensa a Fabiola sobre isso.
 
Não existe uma receita pronta para um bom sistema de comunicação interna. A efetividade vem com a experiência, com as tentativas e principalmente com um planejamento baseado em dados estatísticos e alinhado à estratégia macro da empresa.
 
Com a realização da pesquisa, a PróImagem pode constatar que a área de comunicação interna da Marelli vem sendo cada vez mais reconhecida e já é considerada pelos seus colaboradores com uma área de excelência. Foi o que pudemos comprovar.

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