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Futuro Perfeito

Postado em: 24/12/2009 por Flávio Schmidt

Você sabe o que é Futuro Perfeito?

Então pense sobre o que você pretende ser ou fazer daqui a 20 anos?
Vai esperar esses anos passarem para saber como será?
Esse não é o Futuro Perfeito.

Agora, imagine o futuro, 10, 20 anos à frente.
Identifique suas características claramente, traga-o para a atualidade.
Pratique-o como se fosse hoje.
Esse é o Futuro Perfeito.

Existem duas habilidades admiráveis no ser humano: a recordação e a imaginação. Sem elas, o ser humano não poderia viver. São duas sensações abstratas que tornam nossa vida algo concreto e possível.

A recordação tem a propriedade de nos mostrar o quanto construímos ao longo de nossa vida. Precisamos construir o passado todos os dias com ações concretas e esforço dirigido para a profissão e para o trabalho. Sair da superficialidade e produzir resultados com profundidade. Isso exige de cada um de nós uma concentração adicional para a aproximação entre as pessoas e o relacionamento. Devemos construir o passado a cada momento no presente.

A imaginação é o oposto da recordação. Com ela você pode criar, recriar, inventar, reinventar. Construir castelos e refugiar-se dentro deles contra as maldades do mundo. Com a imaginação você pode viver um mundo multicolorido, mesmo que seus dias sejam cinzentos e nebulosos. Pode tornar sua vida intensamente bela e digna de viver, apenas orientando sua imaginação para a alegria e a felicidade. É possível ser feliz vivendo do passado e sonhando o futuro.

Ao contrário do passado, o futuro em nossa concepção é apenas imaginário. Somos felizes imaginando que um dia seremos ricos, importantes ou que faremos sucesso, seremos reconhecidos. No entanto, estamos sempre realizando muito pouco do futuro idealizado. E nos contentamos com isso.

Agora mesmo estamos tentando criar o futuro da nova era da informação digital. Não estamos pensando nos primeiros anos após nossa formatura. Nem mesmo estamos pensando nos próximos passos. O tema oficial agora é o profissional da era digital. O ser humano está programado para pensar o futuro constantemente, mas a questão é que aproveitamos muito mal os resultados imaginados para o futuro. Aproveitamos muito pouco do que imaginamos ideal no futuro.

Descobrimos a toda hora, que toda a imaginação do futuro serve apenas para enriquecer profetas contemporâneos, pensadores do futuro. Muito pouco ou quase nada do que imaginamos aconteceu.

Sem entrar no mérito das profecias, ocorreu que imaginamos demais o futuro. A cada ano que passava projetávamos mais 10 para a frente, prevendo uma revolução surpreendente, de avanços tecnológicos sem precedentes. A simultaneidade dos acontecimentos e a velocidade da informação, em tempo real, provocada pela informática, eletrônica e agora o mundo digital avançaram significativamente e criaram em todos nós a sensação de que estamos realizando a mais fantástica de todas as obras do século.

Isto nos leva a acreditar que realmente o mundo vale a pena por causa desses avanços todos, mas nos esquecemos do banal. Do mais antigo e arcaico dos fatores. Esquecemos de considerar a limitação física e emocional do homem. Valorizamos e projetamos apenas a mente e sua imaginação e criamos um mundo novo para viver.

Dá para perceber um vazio e um deserto no imaginário do presente? Porque não existe nenhuma esperança aparente ou expectativa real em torno do que irá acontecer no futuro, além do avanço permanente e constante da tecnologia?

E as qualidades do homem e sua concepção de felicidade? Esse é um ano comum, sem nenhuma novidade e com as mesmas ou piores condições de sobrevivência social, familiar e profissional. Esse é o efeito de uma alta expectativa frustrada unicamente porque imaginamos demais o futuro e realizamos muito pouco do que idealizamos.

Se olharmos o passado, vamos verificar que os fatos marcantes se desenrolaram em torno do homem, como indivíduo em busca da satisfação de suas necessidades imediatas, seus desejos pela segurança, saúde, moradia, educação, harmonia e felicidade.

A derrubada do muro de Berlim, a unificação das Alemanhas, a União Européia, as invasões e as tomadas de países árabes e judeus. A realidade da guerra e do domínio pela imposição econômica e bélica, são fatos concretos e contemporâneos. Não foram frutos de visões do futuro, no passado. São frutos da desconcertante constatação de que o homem está em busca de encontrar uma razão maior para viver. O sonho não realizado é somente um instrumento para justificar o que não podemos ter agora. E agora, vamos continuar projetando o futuro e esperar para ver o que acontece?

Os profissionais de Comunicação têm a responsabilidade de interpretar essas tendências.

Vocês são parte de um grupo que faz acontecer. São profissionais de comunicação e têm a responsabilidade de interpretar as tendências e criar mecanismos para promover, por meio de atitudes, comportamentos e informação, o bem estar individual, coletivo e social.

Cada especialidade da comunicação tem uma função própria dentro desse universo, mas todas prestam o mesmo serviço - promover os benefícios esperados pela sociedade. O profissional de comunicação tem a responsabilidade de conhecer as necessidades atuais dos grupos de relacionamento, planejar e desenvolver ações para realizar estes objetivos.

Uma empresa não se comunica somente com um grupo, ela está envolvida numa rede de relacionamentos, que precisa ser administrada estrategicamente para que obtenha resultados.

Que especialidade tem mais proximidade e familiaridade com os princípios organizacionais e que pode oferecer resultados concretos esperados pela empresa e a sociedade?

Que especialidade de comunicação tem em sua essência a técnica do relacionamento com os vários públicos estratégicos e está preparada para assumir esta função?

Relações Públicas

A especialidade que estuda o comportamento, analisa e traça o perfil de públicos estratégicos das empresas, que define a melhor forma de abordagem considerando os interesses e os conflitos existentes é a atividade de Relações Públicas.

A função de Relações Públicas está posicionada para a pesquisa, para o diagnóstico e para o planejamento estratégico, visando estabelecer um nível de informação estável e criando um conceito próprio para a empresa, do qual ela irá usufruir no mercado.

Relações Públicas, a comunicação de relacionamento. O resto é divulgação.

Os aventureiros e idealizadores do futuro estão tomando conta dos espaços para salvaguardar seus empregos, prognosticando e criando realidades incertas que poderão trazer muito mais prejuízos às organizações e grupos de pessoas do que a pior das previsões alucinatórias.

O profissional com sensibilidade e percepção não faz isso. Ele buscará compreender as mudanças e tendências atuais, fará a análise e o diagnóstico das situações e tomará as medidas necessárias para satisfazer os interesses em comum e harmonizar as expectativas existentes.

O Profissional de Relações Públicas não é repórter.

As facilidades da tecnologia não devem servir para o Profissional de Relações Públicas se transformar em repórter. Ele precisa tomar cuidado para não servir ao mundo da informação, mas sim atuar de forma orientadora.

Ele nunca deve se transformar em juiz de fatos e acontecimentos, avaliando de forma unilateral com base em informações de divulgação e sem constatar a qualidade e a veracidade delas e dos fatos reais. Muito menos, manifestar julgamento de mérito ou opinião livre.

Os Profissionais de Relações Públicas interpretam as condições reais dos fatos, avaliam as questões de ambas as partes e propõem medidas de harmonização e esclarecimento mútuo. 

Mais do que isso, sensibilizam empresários e dirigentes de organizações para também assumirem papeis relevantes de cumplicidade e participação na sociedade.

Se ficar ao sabor das informações sem adotar nenhum critério de seleção e responsabilidade, o Profissional de Relações Públicas se sentirá tomado por um turbilhão de informações, cuja natureza nada significará a ele. Se fizer isso, estará reconhecendo o tempo como restrição. Estará fazendo parte dos rápidos e não dos precisos e será apenas mais um sujeito.com.

Futuro Perfeito

Experimente reunir pessoas com interesses em comum. Ouça, identifique opiniões e expectativas. Reconheça as necessidades específicas e os desejos reais de cada um no grupo.

Forneça as informações de que precisam e promova as condições ideais de relacionamento efetivo e duradouro. Promova a convivência, desenvolva atividades e pratique ações concretas para satisfazer os interesses envolvidos.

Permita que construam o passado com um presente digno e saudável.

Proporcione as melhores condições para que possam ter recordações sempre saudáveis e uma imaginação livre para criarem, recriarem e serem realmente felizes.

Constate o resultado.

Esse é o Futuro Perfeito.

 


Flávio Schmidt
Profissional de Relações Públicas
Conrerp 2ª - SP/PR 1723

Proimagem – Consultoria de Relações Públicas


Se você quiser discutir esse tema ou enviar qualquer tipo de opinião envie mensagem para universorp@universorp.net ou deixe um comentário no Blog do Flávio.


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